terça-feira, 14 de junho de 2011

Vídeos Didáticos

Curso: 1º Período de Matemática
Aluno:José Carlos da Costa

Vídeos didáticos


Conceito:

 vídeo didático é um produto específico, produzido com intenção didático pedagógica e que considera seu contexto de recepção como sendo especialmente a escola e a sala de aula, sendo, portanto, intrinsecamente diferente dos vídeos de documentários,entrevistas, reportagens, etc. Essa diferença pode ser de ordem discursiva (Coutinho, 1997) ou técnica, além de sua intencionalidade pedagógica, como nos mostram os trabalhos de Ferrés
1996, 1998, 2001) e Cabero (2001), entre outros. Os critérios de análise propostos envolvem a linguagem audiovisual e as características pedagógicas dos vídeos didáticos. Embora seja possível fazer um bom uso, em sala de aula, de vídeos “ruins” ou vídeos não produzidos especificamente para fins didáticos2, a escolha de um vídeo mal elaborado e com defeitos pode acabar com as pretensões do professor numa aula. vídeo didático pode (e deve) ser atrativo, despertar e prender a atenção do aluno pelo tema abordado, promover a aprendizagem e auxiliar na construção do conhecimento. O termo “didático” define sua especificidade e finalidade, e parece ser o termo preferível, quando nos referirmos a um material feito especificamente para apoio das atividades didáticas, embora saibamos que, a rigor, qualquer vídeo pode ser utilizado para
esse fim.

Tipos

Existem vários  vídeos que podem ser considerados didáticos, há um leque de variedades encontrados na TV e na Internet. São filmes, documentários, desenhos, programas de TV,vídeo aulas, entre outros, muitos  deles interdisciplinares, que trabalhados adicionado a outras ferramentas contribuem e muito para a construção da aprendizagem dos alunos. Vale lembrar que a utilização de vídeos didáticos, é um recurso a mais na metodologia do  educador, podendo este utilizar os recursos já existentes, de forma bem construída.

Classificações
A classificação de um vídeo vai de acordo com o nível de faixa etária dos alunos, e do que o professor pretende que os alunos aprendam ou construam assistindo aquele vídeo. É importante que o professor não desvincule o filme de sua proposta pedagógica e que enriqueça a aprendizagem de seu aluno de forma moral, social e cultural. Lembrando também, que o professor deve saber usar essa tecnologia para enriquecer sua aula, como um suporte pedagógico e não como uma ferramenta para que a aula acabe logo, ele deve motivar, trazer seus alunos para aula, mostrando o quanto é prazeroso retirar conhecimento não apenas de livros, mas de outros recursos.

Vídeo Didático ( Geometria )

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Matemática Financeira no dia a dia

A Matemática Financeira possui diversas aplicações no atual sistema econômico, algumas situações estão presentes no cotidiano das pessoas, como financiamentos de casa e carros, realizações de empréstimos, compras a crediário ou com cartão de crédito, aplicações financeiras, investimentos em bolsas de valores, entre outras situações. Todas as movimentações financeiras são baseadas na estipulação prévia de taxas de juros. Ao realizarmos um empréstimo a forma de pagamento é feita através de prestações mensais acrescidas de juros, isto é, o valor de quitação do empréstimo é superior ao valor inicial do empréstimo, a essa diferença damos o nome de juros.

O conceito de juros surgiu no momento em que o homem percebeu a existência de uma afinidade entre o dinheiro e o tempo. As situações de acúmulo de capital e desvalorização monetária davam a ideia de juros, pois isso acontecia devido ao valor momentâneo do dinheiro. Algumas tábuas matemáticas se caracterizavam pela organização dos dados e textos relatavam o uso e a repartição de insumos agrícolas através de operações matemáticas. Os sumérios registravam documentos em tábuas, como faturas, recibos, notas promissórias, operações de crédito, juros simples e compostos, hipotecas, escrituras de vendas e endossos.

Essas tábuas retratavam documentos de empresas comerciais, algumas eram utilizadas como ferramentas auxiliares nos assuntos relacionados ao sistema de peso e medida. Havia tábuas para a multiplicação, inversos multiplicativos, quadrados, cubos e exponenciais. As exponenciais com certeza estavam diretamente ligadas aos cálculos relacionados a juros compostos e as de inverso eram utilizadas na redução da divisão para a multiplicação.


Tábua que relatava o sistema de escrita dos sumérios

Nessa época os juros eram pagos pelo uso de sementes e de outros bens emprestados, os agricultores realizavam transações comerciais onde adquiriam sementes para constituírem suas plantações. Após a colheita, os agricultores realizavam o pagamento através de sementes com a seguida quantidade proveniente dos juros do empréstimo. A forma de pagamento dos juros foi modificada para suprir as exigências atuais, no caso dos agricultores, era lógico que o pagamento era feito na próxima colheita. A relação tempo/ juros foi se ajustando de acordo com a necessidade de cada época, atualmente, nas transações de empréstimos, o tempo é preestabelecido pelas partes negociantes.
FACULDADES INTEGRADAS DA VITÓRIA DE SANTO ANTÃO
EDITAL DO PROCESSO SELETIVO 2011.2
A Diretora das Faculdades Integradas da Vitória de Santo Antão, no uso de suas atribuições legais e de acordo
com a Portaria Ministerial 1.120, de 16 de julho de 1999, vem publicar o Edital de Convocação para o Processo
Seletivo 2011.2 conforme o que segue
Graduação pelo Processo Seletivo de Vestibular das Faculdades Integradas da Vitória de Santo Antão, FAINTVISA,
torna público que se encontram abertas - nas dependências da Faculdade localizada no Jardim São Vicente Férrer,
71, Cajá, no período
das 19h às 21h (de segunda-feira à sexta-feira) e das 08h às 12h e das 14h às 16h (aos sábados) e pela internet - as
inscrições para o ingresso nos seguintes cursos: Licenciaturas Plenas em Ciências Biológicas 50 vagas e em
Matemática 50 vagas, turno Noite; Bacharelado em Farmácia 50 vagas, turno Noite; Licenciaturas Plenas em Letras,
Habilitação Português/Inglês e Respectivas Literaturas 75 vagas, em Geografia 50 vagas, em História 50 vagas e em
Pedagogia 50 vagas, turno noite; Bacharelado em Administração 50 vagas, turno noite, Psicologia – Formação do
Psicólogo 50 vagas, turno noite e Enfermagem 100 vagas turno noite, Teologia 50 vagas, turno noite; Curso
Sequencial de Petróleo e Gás 100 vagas, Curso Sequencial de Gestão Portuária 100 vagas, Curso Sequencial de
Gestão de Pessoas 100 vagas, Curso Sequencial de Logística 100 vagas, Curso Sequencial de Gestão Hospitalar
100 vagas, Curso Sequencial Gestão de Meio Ambiente 100 vagas. Todos os Cursos sequenciais funcionarão no
turno noturno
FAINTVISA, Jardim São Vicente Férrer, 71, Bairro do Cajá, Vitória de Santo Antão - PE; a Prova será composta da
seguinte estrutura e conteúdos: 01 Redação em Língua Portuguesa com tema a ser definido pela Comissão
Permanente do Vestibular, contendo, no mínimo, 15 (quinze) linhas e, no máximo, 20 (vinte) linhas; a nota da redação
vai de 1,00 (um) a 10,0 (dez) e tem peso 03 (três) – e um caderno com 22 (vinte e duas) questões de múltipla
escolha, cada uma com 05 (cinco) alternativas A B C D E, com a seguinte distribuição: Língua Portuguesa
(Gramática); Língua Estrangeira (Inglês ou Espanhol); Ciências Exatas e Naturais – Biologia e Matemática; Estudos
Históricos e Geográficos; cumprindo o que determina a Portaria Ministerial nº 391, Art. 2° § 1º, de 13/02/2002, será
eliminado o candidato que obtiver nota zero na prova de Redação; o acesso aos locais de provas serão permitidos a
partir das 7h do dia 03/07/2011; os portões serão fechados às 8hs pontualmente e não será permitida a entrada de
candidatos que chegarem após o horário determinado para o início das provas; a divulgação dos Resultados será dia
07 de Julho de 2011.
de 04.05.1987; Biologia e Matemática – Portaria Ministerial n
de 11.01.2005; Administração – Portaria Ministerial n
11.03.2005; Psicologia – Portaria Ministerial n
11.01.2005; Enfermagem – Portaria Ministerial n
13.01.2011; Cursos Sequenciais - Portaria MINISTERIAL n
cursos: Campus das Faculdades Integradas da Vitória de Santo Antão – PE, situado no Jardim São Vicente Férrer,
71, Bairro Cajá – Vitória de Santo Antão - PE.
11 de julho de 2011 e os candidatos remanejados, no período de 12 e 13 de Julho de 2011, no horário das 13h às
17h e das 19h às 22h, para efetuar a matrícula, no campus das Faculdades Integradas da Vitória de Santo Antão –
PE, situado no Jardim São Vicente Férrer, 71, Bairro Cajá – Vitória de Santo Antão - PE. O contrato de serviços
educacionais, efetivado por ocasião da matrícula, deverá ser assinado pelo candidato, quando este for maior de
idade, ou pelo responsável financeiro, quando ele for menor de idade, ou ainda por seu representante legal, que
deverá estar munido de procuração (instrumento particular) devidamente comprovada e assinada pelo candidato
aprovado; a documentação exigida para a matrícula dos aprovados no Processo Seletivo 2011.2 é a seguinte: cópias
do documento de identidade oficial; do título de leitor, para maiores de 18 anos, acompanhada do comprovante de
votação na última eleição; do documento de quitação com as obrigações militares para os candidatos do sexo
masculino; do CIC; uma foto 3x4; o certificado de conclusão do ensino médio (original) e o histórico escolar do ensino
médio (original) com assinatura, carimbo e registro do Diretor e do Secretário da Escola de Nível Médio; cópia da
certidão de nascimento ou de casamento, legível e sem rasuras; de acordo com a Portaria Ministerial n. 391,
publicada no DOU de 07/02/2002 (com retificação em 13/04/2002), fica o candidato obrigado a comprovar, até a data
da matrícula, a conclusão do ensino médio (ou equivalente), perdendo o direito à matrícula caso não realize tal
procedimento.
critério, e concluído o prazo de matrículas, não iniciar aulas de turmas com número de matriculados inferior a 30
(Trinta) alunos.
: I. A Comissão Permanente, coordenadora do ingresso nos Cursos dede 12 de maio de 2011 a 28 de junho de 2011, no horário das 08h às 12h, das 13h às 17h e. II. Data de Realização da Prova: 03 de julho de 2011; Local de Realização da Prova: campus daIII. Autorização de Funcionamento dos Cursos: Geografia e História – Portaria Ministerial no 295o 846 de 04.12.1986; Letras – Portaria Ministerial no 102o 550 de 04.03.2002;; Farmácia – Portaria Ministerial no 800 deo 3070 de 09.09.2005; Pedagogia – Portaria Ministerial no 104 deo 1.848 de 10.11.2011; Teologia - Portaria Ministerial 146 deo 4.463 de 29.12.2004. IV – Local de funcionamento dosV. Os candidatos aprovados deverão comparecer no período de 08 aVI. Ás Faculdades Integradas de Vitória de Santo Antão – FAINTVISA - reservam-se o direito de, a seuVII. Data de início das aulas: 01 de agosto de 2011.
Prof
Diretora Geral da FAINTVISA
a Maria das Graças Malheiros de Souza Carneiro da Cunha

História da matemática

Por volta dos séculos IX e VIII A.C., a matemática engatinhava na Babilônia.

Os babilônios e os egípcios já tinham uma álgebra e uma geometria, mas somente o que bastasse para as suas necessidades práticas, e não de uma ciência organizada.

Na Babilônia, a HiHHHjhhhhmatemética era cultivada entre os escrivas responsáveis pelos tesouros reais.






Apesar de todo material algébrico que tinham os babilônios e egípcios, só podemos encarar a matemática como ciência, no sentido moderno da palavra, a partir dos séculos VI e V A.C., na Grécia.

A matemática grega se distingue da babilônica e egípcia pela maneira de encará-la.

Os gregos fizeram-na uma ciência propriamente dita sem a preocupação de suas aplicações práticas.

Do ponto de vista de estrutura, a matemática grega se distingue da anterior, por ter levado em conta problemas relacionados com processos infinitos, movimento e continuidade.

As diversas tentativas dos gregos de resolverem tais problemas fizeram com que aparecesse o método axiomático-dedutivo.

O método axiomático-dedutivo consiste em admitir como verdadeiras certas preposições (mais ou menos evidentes) e a partir delas, por meio de um encadeamento lógico, chegar a proposições mais gerais.

As dificuldades com que os gregos depararam ao estudar os problemas relativos a processos infinitos (sobretudo problemas sobre números irracionais) talvez sejam as causas que os desviaram da álgebra, encaminhando-os em direção à geometria.

Realmente, é na geometria que os gregos se destacam, culminando com a obra de Euclides, intitulada "Os Elementos".

Sucedendo Euclides, encontramos os trabalhos de Arquimedes e de Apolônio de Perga.

Arquimedes desenvolve a geometria, introduzindo um novo método, denominado "método de exaustão", que seria um verdadeiro germe do qual mais tarde iria brotar um importante ramo de matemática (teoria dos limites).

Apolônio de Perga, contemporâneo de Arquimedes, dá início aos estudos das denominadas curvas cônicas: a elipse, a parábola, e a hipérbole, que desempenham, na matemática atual, papel muito importante.

No tempo de Apolônio e Arquimedes, a Grécia já deixara de ser o centro cultural do mundo. Este, por meio das conquistas de Alexandre, tinha-se transferido para a cidade de Alexandria.

Depois de Apolônio e Arquimedes, a matemática graga entra no seu ocaso.

A 10 de dezembro de 641, cai a cidade de Alexandria sob a verde bandeira de Alá. Os exércitos árabes, então empenhados na chamada Guerra Santa, ocupam e destroem a cidade, e com ela todas as obras dos gregos. A ciência dos gregos entra em eclipse.

Mas a cultura helênica era bem forte para sucumbir de um só golpe; daí por diante a matemática entra num estado latente.

Os árabes, na sua arremetida, conquistam a Índia encontrando lá um outro tipo de cultura matemática: a Álgebra e a Aritmética.

Os hindus introduzem um símbolo completamente novo no sistema de numeração até então conhecido: o ZERO.

Isto causa uma verdadeira revolução na "arte de calcular".

Dá-se início à propagação da cultura dos hindus por meio dos árabes. Estes levam à Europa os denominados "Algarismos arábicos", de invenção dos hindus.

Um dos maiores propagadores da matemática nesse tempo foi, sem dúvida, o árabe Mohamed Ibn Musa Alchwarizmi, de cujo nome resultaram em nossa língua as palavras algarismos e Algoritmo.

Alehwrizmi propaga a sua obra, "Aldschebr Walmakabala", que ao pé da letra seria: restauração e confonto. (É dessa obra que se origina o nome Álgebra).

A matemática, que se achava em estado latente, começa a se despertar.

No ano 1202, o matemático italiano Leonardo de Pisa, cognominado de "Fibonacci" ressuscita a Matemática na sua obra intitulada "Leber abaci" na qual descreve a "arte de calcular" (Aritmética e Álgebra). Nesse livro Leonardo apresenta soluções de equações do 1º, 2º e 3º graus.

Nessa época a Álgebra começa a tomar o seu sapecto formal. Um monge alemão. Jordanus Nemorarius já começa a utilizar letras para significar um número qualquer, e ademais introduz os sinais de + (mais) e - (menos) sob a forma das letras p (plus = mais) e m (minus = menos).

Outro matemático alemão, Michael Stifel, passa a utilizar os sinais de mais (+) e menos (-), como nós os utilizamos atualmente.

É a álgebra que nasce e se põe em franco desenvolvimento.

Tal desenvolvimento é finalmente consolidado na obra do matemático francês, François Viete, denominada "Algebra Speciosa".

Nela os símbolos alfabéticos têm uma significação geral, podendo designar números, segmentos de retas, entes geométricos etc.

No século XVII, a matemática toma nova forma, destacando-se de início René Descartes e Pierre Fermat.

A grande descoberta de R. Descartes foi sem dúvida a "Geometria Analítica" que, em síntese, consiste nas aplicações de métodos algébricos à geometria.

Pierre Fermat era um advogado que nas horas de lazer se ocupava com a matemática.

Desenvolveu a teoria dos números primos e resolveu o importante problema do traçado de uma tangente a uma curva plana qualquer, lançando assim, sementes para o que mais tarde se iria chamar, em matemática, teoria dos máximos e mínimos.

Vemos assim no século XVII começar a germinar um dos mais importantes ramos da matemática, conhecido como Análise Matemática.

Ainda surgem, nessa época, problemas de Física: o estudo do movimento de um corpo, já anteriormente estudados por Galileu Galilei.

Tais problemas dão origens a um dos primeiros descendentes da Análise: o Cálculo Diferencial.

O Cálculo Diferencial aparece pela primeira vez nas mãos de Isaac Newton (1643-1727), sob o nome de "cálculo das fluxões", sendo mais tarde redescoberto independentemente pelo matemático alemão Gottfried Wihelm Leibniz.

A Geometria Analítica e o Cálculo dão um grande impulso à matemática.






Seduzidos por essas novas teorias, os matemáticos dos séculos XVII e XVIII, corajosa e despreocupadamente se lançam a elaborar novas teorias analíticas.

Mas nesse ímpeto, eles se deixaram levar mais pela intuição do que por uma atitude racional no desenvolvimento da ciência.

Não tardaram as consequências de tais procedimentos, começando por aparecer contradições.

Um exemplo clássico disso é o caso das somas infinitas, como a soma abaixo:

S = 3 - 3 + 3 - 3 + 3...........

supondo que se tenha um nº infinito de termos.

Se agruparmos as parcelas vizinhas teremos:

S = (3 - 3) + (3 - 3) + ...........= 0 + 0 +.........= 0

Se agruparmos as parcelas vizinhas, mas a partir da 2ª, não agrupando a primeira:

S = 3 + ( - 3 + 3) + ( - 3 + 3) + ...........= 3 + 0 + 0 + ......... = 3

O que conduz a resultados contraditórios.

Esse "descuido" ao trabalhar com séries infinitas era bem característicos dos matemáticos daquela época, que se acharam então num "beco sem saída'.

Tais fatos levaram, no ocaso do século XVIII, a uma atitude crítica de revisão dos fatos fundamentais da matemática.

Pode-se afirmar que tal revisão foi a "pedra angular" da matemática.

Essa revisão se inicia na Análise, com o matemático francês Louis Cauchy (1789 - 1857), professor catedrático na Faculdade de Ciências de Paris.

Cauchy realizou notáveis trabalhos, deixando mais de 500 obras escritas, das quais destacamos duas na Análise: "Notas sobre o desenvolvimento de funções em séries" e "Lições sobre aplicação do cálculo à geometria".

Paralelamente, surgem geometrias diferentes da de Euclides, as denominadas Geometrias não euclidianas.

Por volta de 1900, o método axiomático e a Geometria sofrem a influência dessa atitude de revisão crítica, levada a efeito por muitos matemáticos, dentre os quais destacamos D. Hilbert, com sua obra "Fundamentos da Geometria" ("Grudlagen der Geometrie" título do original), publicada em 1901.

A Álgebra e a Aritmética tomam novos impulsos.

Um problema que preocupava os matemáticos era o da possibilidade ou não da solução de equações algébricas por meio de fórmulas que aparecessem com radicais.

Já se sabia que em equações do 2º e 3º graus isto era possível; daí surgiu a seguinte questão: será que as equações do 4º graus em diante admitem soluções por meio de radicais?

Em trabalhos publicados por volta de 1770, Lagrange (1736 - 1813) e Vandermonde (1735-96) iniciaram estudos sistemáticos dos métodos de resolução.

À medida em que as pesquisas se desenvolviam no sentido de achar tal tipo de resolução, ia se evidenciando que isso não era possível.

No primeiro terço do século XIX, Niels Abel (1802-29) e Evariste de Galois (1811-32) resolvem o problema, demonstrando que as equações do quarto e quinto grau em diante não podiam ser resolvidas por radicais.

O trabalho de Galois, somente publicado em 1846, deu origem a chamada "teoria dos grupos" e à denominada "Álgebra Moderna", dando também grande impulso à teoria dos números.

Com respeito à teoria dos números não nos podemos esquecer das obras de R. Dedekind e Gorg Cantor.

R. Dedekind define os números irracionais pela famosa noção de "Corte".

Georg Cantor dá início à chamada Teoria dos conjuntos, e de maneira arrojada aborda a noção de infinito, revolucionando-a.

A partir do século XIX a matemática começa então a se ramificar em diversas disciplinas, que ficam dada vez mais abstratas.

Atualmente se desenvolvem tais teorias abstratas, que se subdividem em outras disciplinas.

Os entendidos afirmam que estamos em plena "idade de ouro" da Matemática, e que neste últimos cinquenta anos tem se criado tantas disciplinas, novas matemáticas, como se haviam criado nos séculos anteriores.

Esta arremetida em direção ao "Abstrato", ainda que não pareça nada prática, tem por finalidade levar adiante a "Ciência".

A história tem mostrado que aquilo que nos parece pura abstração, pura fantasia matemática, mais tarde se revela como um verdadeiro celeiro de aplicações práticas.



FONTE: “LISA - BIBLIOTECA DA MATEMÁTICA MODERNA : OLIVEIRA, ANTÔNIO MARMO DE.”

quarta-feira, 30 de março de 2011